O fim da análise — e o que significa estar bem o suficiente

Uma das perguntas mais honestas que alguém pode fazer sobre a psicanálise é: quando termina? O que significa concluir uma análise? Há um ponto de chegada, ou a coisa simplesmente vai até o dinheiro acabar, o analista mudar de cidade, ou a paciência do paciente esgotar? Freud escreveu um texto tardio e notavelmente franco sobre

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Como começar uma análise: o que esperar dos primeiros passos no divã

Iniciar uma análise é uma decisão estranha. A pessoa decide pagar alguém para ouvi-la falar sobre si mesma, sem saber exatamente o que vai encontrar, sem garantia de resultado e sem prazo definido. Para muita gente, a dificuldade nem é encontrar um analista — é decidir que chegou a hora. Existe um momento, que analistas

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Ansiedade como sinal: o que a psicanálise escuta onde outros só veem sintoma

A ansiedade virou o mal-estar da época. Nunca se falou tanto sobre ela — nos consultórios, nas redes sociais, nos podcast de bem-estar, nas reportagens de saúde. E há algo curioso nessa onipresença: ao mesmo tempo em que a ansiedade é cada vez mais nomeada e reconhecida, ela parece não estar diminuindo. A pergunta que

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O fim de uma análise: sobre encerrar um processo que não tem linha de chegada

Há uma pergunta que eventualmente todo analisando faz, em algum momento do processo: quando isso vai acabar? A pergunta pode vir de formas diferentes — como irritação, como ansiedade prática com custos e tempo, como curiosidade genuína sobre o que seria “pronto” em análise — mas ela quase sempre está lá, em algum momento. A

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O desejo não quer ser satisfeito: sobre a estranha economia do querer

Há uma armadilha no modo como costumamos pensar sobre desejo: imaginamos que ele aponta para um objeto, que quando esse objeto é alcançado o desejo se resolve, e que a felicidade é a acumulação dessas satisfações. É um modelo razoável para a fome — você quer comida, come, a fome passa. Mas para o desejo

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Depressão e psicanálise: além do diagnóstico e da medicação

A depressão é hoje um dos diagnósticos mais comuns em saúde mental no mundo inteiro, e os dados continuam aumentando. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 300 milhões de pessoas são afetadas globalmente. Os antidepressivos são os medicamentos mais prescritos em muitos países ocidentais. E, ao mesmo tempo, uma parcela significativa das

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Por que certas relações nos esgotam e outras nos nutrem: o que a psicanálise explica

Existem pessoas com quem saímos de uma conversa sentindo que algo foi retirado de nós. Não necessariamente porque disseram algo agressivo ou cruel — às vezes foi exatamente o contrário. Mas há uma exaustão específica, uma sensação de que a interação consumiu mais do que deveria. E existe o fenômeno oposto: há pessoas cuja presença

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Identificação e identidade: como nos tornamos quem somos através dos outros

Há uma cena que se repete em consultórios de psicanálise com alguma regularidade: alguém que diz que virou exatamente o que jurou que nunca seria. O filho que reproduz o comportamento do pai que criticava. A filha que repetiu o padrão da mãe do qual tanto quis fugir. Não como fracasso de caráter — como

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Quando o corpo fala o que a mente não consegue dizer

A dor de cabeça que aparece toda segunda-feira de manhã. A náusea antes das reuniões difíceis. O aperto no peito que os exames cardíacos nunca explicam. O corpo tem uma eloquência própria, e às vezes ele fala justamente quando as palavras faltam — ou quando foram proibidas. A somatização é frequentemente tratada como fenômeno menor,

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Nos limites da palavra: psicanálise e psicose, onde o real irrompe

Existe uma fronteira na teoria psicanalítica que separa o que pode ser dito do que excede a linguagem — e a psicose, na perspectiva lacaniana, é o território onde essa fronteira se dissolve. Não como metáfora, mas como descrição de uma estrutura: o sujeito psicótico experimenta o real de uma forma que a neurose evita

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