posicionamento

Manifesto da Diretoria da SBPSP pela defesa da democracia e contra o autoritarismo

A Diretoria da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo acredita ser importante e necessário se manifestar frente aos últimos acontecimentos e ao clima que se estabeleceu em nosso país.

A psicanálise sempre teve como valor máximo a coragem de enfrentar a verdade, defender a liberdade do indivíduo, o respeito ao grupo, e a tolerância em face às diferenças. Esta disposição é base de nosso trabalho clínico e do conhecimento que adquirimos, ao longo dos mais de cem anos de nossa história.

Estes valores são imprescindíveis para construção de uma sociedade democrática e da nossa prática; repudiamos toda e qualquer ameaça a estes princípios.

Assim, vimos reforçar nossa preocupação e necessidade de unirmos forças contra o perigo de perdermos nossos valores de base e, assim, nossas condições de exercício da cidadania e da psicanálise.

A história nos serve como alerta; saibamos levá-la em conta!

Diretoria
SBPSP

Nota oficial da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo

A Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, através de sua diretoria, vem esclarecer à população que é contrária às propostas que visam qualquer tipo de cura da orientação sexual das  pessoas. Consideramos que tais propostas revelam posturas discriminatórias e ideológicas alheias à clínica e ao pensamento psicanalíticos.

Sigmund Freud e seus continuadores foram pioneiros em reconhecer a diversidade do desejo humano abrindo espaço para  declarações como a da OMS, que descarta a tese de que a orientação sexual dos indivíduos esteja relacionada a uma doença.

O psicanalista, através da sua escuta clínica, promove a aproximação à singularidade do desejo de quem o procura, acolhe e  busca compreender as fontes da sua angústia e sofrimento psíquico. Propicia a construção de um saber próprio que diz respeito a cada indivíduo e que contribui, na medida das possibilidades, para um viver mais livre e criativo.  Fiéis a esta ética  psicanalítica não cabe a nós, psicanalistas, adotar qualquer postura normatizadora em relação ao comportamento ou à sexualidade de nossos pacientes.

Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo