Mês: fevereiro 2018

Contar um sonho ? Por quê? Para quem?

Talya S. Candi

Os sonhos ampliam nossa consciência do mundo, resgatam o potencial criativo infantil que permaneceu congelado à espera de respostas e permitem que nos apropriemos de pedaços desconhecidos ou até mortos da nossa personalidade. Sonhar enriquece nossa vida e torna o dia a dia mais pleno e interessante.

Mas, para que isso aconteça, não basta sonhar. Um sonho precisa ser lembrado, transformado em linguagem e contado para alguém que esteja disposto a escutar com atenção e interesse.

A Psicanálise nasce com a interpretação do sonho. O psicanalista, pela sua formação na ciência do inconsciente, está familiarizado com o trabalho mental que foi realizado e a força das resistências que foi vencida para lembrar e transformar os conteúdos dispersos e as imagens imprecisas e loucas que invadem nossa mente e povoam a vida noturna em algo que posso ser chamado de sonho.

Num lindo documentário sobre o psicanalista Jacques Lacan (que pode ser encontrado facilmente no YouTube), Gerard Miller conta que uma das maiores qualidades de Jacques Lacan era a sua capacidade ímpar de atenção e de escuta. Esta atenção viva ressoava intensamente (como um amplificador de som) e despertava nos pacientes um interesse às vezes inexistente na vida secreta das palavras. “A palavra analítica desenluta a linguagem”, nos diz o psicanalista André Green[1] . Ela desperta os afetos, os anseios e as histórias que jazem adormecidos na nossa fala.  A análise convoca a fala das origens, o nascimento da própria palavra que resulta de um luto primordial.

Esta escuta atenta que se debruça sobre a palavra na sua origem faz com que a lenta magia das palavras[2] passe a operar transformações: a pessoa sente-se repentinamente existindo por dentro e para dentro.

Este mundo fascinante e aterrorizante das histórias dos lutos escondidos nas palavras retorna nas imagens dos sonhos. É muito comum ouvir dizer: “ontem sonhei “. Comum também é a pessoa completar a frase com um: “mas não lembro do sonho”.  Os sonhos são feitos de imagens, na maioria das vezes imprecisas, obscuras que não obedecem à lógica comum. Por isso é difícil lembrá-los.

O que acontece para que nossa memória não guarde os sonhos? Recordar um sonho, deixar-se impregnar pelas imagens e deixar que imagens e cenas estranhas entrem na consciência, exige coragem e disposição para o assombro[3] . O sonho é o continente dos núcleos psicóticos das nossas dores profundamente humanas e revela nossa loucura privada do qual não queremos nos aproximar porque questionam nossas certezas e abalam nossa segurança. .

Em seu artigo de 1915 sobre o recalque, considerando dois tipos diferentes de representações, Freud diz:“A diferença não tem importância : ela equivale mais ou menos a saber se eu expulso um hóspede indesejado da minha sala de visitas ou se tendo-o reconhecido, não o deixo sequer transpor o limiar da minha residência “ .  As imagens do sonho são sempre hóspedes indesejáveis, por vezes aterrorizadores, que procuram entrar na sala de visita da nossa mente num momento em que nos encontramos dormindo e terrivelmente indefesos………

Grande parte da experiência emocional do sonho provem deste primeiro e corajoso passo que consiste em hospedar um estranho na nossa intimidade num momento de fragilidade.  Na maioria das vezes, não deixamos a representação sequer transpor o limiar da nossa mente e a empurramos para dentro  do porão do esquecimento. No entanto, a voz do afeto, a voz do impulso vital que criou o sonho, permanece viva, exigindo passagem e reconhecimento.  Por isso que sonhos podem permanecer em espera às vezes durante longos anos até poder ser lembrados e finalmente sonhados.

Como lembrar de imagem e histórias nas quais os personagens e os tempos se entrelaçam de um jeito irracional e assustador?  Como aceitar, por exemplo, que a voz de um tio muito querido desaparecido há anos possa reaparecer no latir de nosso cachorro de estimação?    Ou ainda como lidar na véspera do seu casamento com a imagem de um vestido branco cheio de lama?

Ao ser recordado, o sonho re-acorda a dor e a angustia da origem que as imagens são portadoras. Recordar é um elemento essencial de um processo constante de criação de significado e enriquecimento da significância no mundo interno. Neste sentido “recordar“ um sonho é um ato componente da nossa história pessoal em que se entrelaçam passado e presente, ajudando-nos a ter um sentimento subjetivo de nós mesmos mais coerente e coeso.

Cada vez que sonhamos e conseguimos lembrar e narrar o sonho, percorremos de novo o trajeto que fizemos outrora para aprender a falar, o trajeto que transformou as urgências vitais em afetos, imagens, palavras e finalmente em pensamento.

O sonho é o berço da nossa fertilidade mental, uma incubadora das formas simbólicas [4] ,  matéria prima da criatividade. Poder decifrar junto ao analista a questão que o sonho tenta resolver nos aproxima do pensamento inconsciente do sonho[5] . A escuta do analista transforma a narrativa do sonho: o que estava somente dentro pode ser visto de fora no contexto de uma relação afetiva significativa. O intrapsíquico entrelaça-se com um intersubjetivo, uma experiência emocional vivida e compartilhada que promove a capacidade de pensar.

 

[1] Green , André : O discurso vivo :   uma teoria psicanalítica do afeto  , ed Francisco Alves  , Sao Paulo , 1973 .

2 Rolland , Jean Claude 2004 : Parler ,  renoncer  In Revue Francaise de Psychanalyse , 2004/3 ,  vol 68  ( pg 947, 962 )

3 Nosek , Leo : A Disposição para o assombro ; Ed Perspectiva , Sao Paulo 2017 ,

4 Rocha Barros Elias & Rocha Barros Elisabeth: a construção da interpretação no espaço da intersubjetividade, Texto para apresentação do congresso de Montreal: mundo interno e processo de Transformação, 2018

5 Meyer, L. (2015). Produção Onírica e Auto análise. In ED. Talya Candi (2015) Diálogos Psicanalíticos Contemporâneos. São Paulo: (Kultur) Editora Escuta.

 

 

Talya S. Candi é Membro associado da Sociedade Brasileiro de Psicanálise de São Paulo. Autora do livro: “o Duplo Limite; O aparelho Psíquico de André Green”, publicado pela Editora Escuta  e organizadora do livro : “Diálogos psicanalíticos contemporâneos”, publicado também pela editora Escuta .

 

Fotomontagem de Grete Stern

 

Solidão em cena

Ontem pela manhã eu saí sozinha. Tinha coisas para fazer  e aproveitei para ir a uma exposição. Tive ímpetos de chamar amigas, amigos, até tentei, estavam ocupados. Não me sentia sozinha, estava acompanhada pelos amigos, pelos meus pensamentos, por cada artista sobre cuja obra me detinha, com quem eu parecia estabelecer uma comunicação, não virtual, anímica, se posso chamar assim. A semana passada, porém, não fora tão animada assim. Em um dos meus grupos de WhatsApp a discussão sobre política ferveu. Até tentei acalmar os ânimos – inutilmente, devo confessar, propondo que as diferenças fossem respeitadas. Nesse momento, o sentimento de solidão abateu-se sobre mim: quem eram aquelas pessoas? Que orientação de vida tão diferente da nossa juventude de militância universitária.

Gostaria de discorrer sobre o sentimento de solidão, que não está apoiado na ausência de pessoas, mas antes na qualidade de relação estabelecida e internalizada. Melanie Klein tem um texto “Sobre o sentimento de solidão” (1963), no qual tece elaborações sobre a fonte do sentimento de solidão, referindo-se não à situação objetiva de privação de companhia externa, mas, antes ao sentimento de solidão interior, que pode surgir mesmo em companhia. Para a autora, a relação inicial com a mãe implica um contato íntimo entre o inconsciente da mãe e o da criança e este contato será o alicerce para a vivência de compreender e ser compreendido. Porém, como esta vivência está baseada no estágio pré-verbal, geraria um anseio futuramente de uma compreensão sem palavras, que contribui para o sentimento de solidão e, derivado de um sentimento de perda irrecuperável. O que pretendo enfatizar é a necessidade de um bom contato inicial (que depende tanto das condições da mãe, quanto das do bebê) para garantir a introjeção de um bom objeto que será futuramente um bom objeto interno, que poderemos contar na vida adulta. Para que o outro  me acompanhe, é vital que eu esteja “de bem” com este objeto interno.

Antes, porém, necessito situar nossa subjetividade historicamente. Para Kollontai, na base da nossa psique está a forja individualista que começa na família e estende-se a todos os aparelhos ideológicos do poder capitalista, da escola à Igreja, à mídia e por todos os poros. Esse é o ar que nossa subjetividade respira. A base do capitalismo está ancorada no individualismo: elementos importantes da vida comunal ou tribal ancestral, não são substituídos por relações sociais coletivas, de aproximação espiritual entre as pessoas: isto é, nas grandes e pequenas metrópoles do capital emergem e prevalecem relações humanas que, em regra, nada se parecem com solidariedade nem camaradagem. Ao contrário disso, desde o berço até o final da vida adulta, o imperativo de relações de propriedade, de competição e mesmo de posse entre pessoas e obviamente opressão, passa a ser uma norma. Uma espécie de “lei da selva” passa a ser naturalizada. O processo de acumulação do capital necessita, retroalimenta e se funda nesse marco, e assim funciona o mercado, a mercadoria. (http://www.esquerdadiario.com.br/Alexandra-Kollontai-e-a-solidao-da-sociedade-moderna).

Uma expectativa de um sujeito centrado, autossuficiente, capaz de ser produtivo full time! Ora, sabemos desde que Freud construiu a psicanálise, que existem condições extremamente delicadas para que o infans possa chegar ao estatuto de sujeito. Nossa constituição depende e se direciona para o outro. Para Freud (1972, p.118), o mal-estar a que o sujeito se vê submetido para ingressar na civilização está relacionado à repressão de suas pulsões·. Acontecimentos de toda sorte ameaçam a integridade de cada um de nós, e a ocorrência de fatos traumáticos – que excedem a capacidade psíquica do indivíduo avolumam-se de tal maneira com a desestruturação da família e dos costumes, que nos vemos assoberbados por questões que certamente não inquietavam os contemporâneos de Freud, na sociedade austríaca do começo do século XX.

Para restringir um pouco o problema, vou tratar de duas repostagens recentes que me chamaram muito a atenção e que trazem as duas populações mais desfavorecidas: os bebês e os idosos.

Tomemos o caso de uma mãe, cujo bebê nasceu prematuro (com apenas 12 semanas de gestação, devido a uma pré-eclampsia, pressão alta, etc.). Esta mãe , doutora em ergonomia e em franca sintonia com seu filho, criou uma luva preenchida com sementes, que serviria de consolo ao filho na sua ausência. Ela carregava a luva consigo para impregná-la com seu próprio aroma, afim de que bebê pudesse sentir sua presença pelo olfato. A luva forneceu conforto ao bebê e também ajudou na autorregulação da respiração, bem como reduziu os episódios de falta de oxigênio. Então esta mãe pensou nos outros bebês  criou o site:

Esta mãe criou condições para que o bebê , sentindo a presença dela, pudesse ter experiências positivas, de modo a desenvolver um bom objeto interno.

No extremo oposto, observamos que a população de idosos vem crescendo mundialmente e a solidão é um grande problema a ser encarado. Podemos pensar quantos sujeitos atravessam a vida de modo precário, em termos psíquicos, contando sabe-se lá com quais defesas, muitas vezes criando família e restringindo-se a ela. Outras vezes desentendendo-se com as pessoas e isolando-se progressivamente. Criar laços de amizade duradouros implica em capacidade psíquica para tolerar altos e baixos, frustrações e gratificações, encontros e separações.

Em matéria recente , temos a noticia que no Reino Unido acaba de ser criado um Ministério para Solidão. Thereza May classificou o problema como “triste realidade moderna”. Lá é estimado que quase nove milhões de pessoas sentem-se sozinhas, incluindo casos em que a pessoa pode ficar meses sem conversar com ninguém!

Dependemos do outro e da nossa capacidade de estabelecer uma boa relação por toda a nossa vida. O mundo humano é o mundo das relações que estabelecemos na vida e  carregamos dentro de nós.  Sem dúvida, a capacidade de amar é uma construção desde o nascimento. Pessoas que tiveram traumas importantes no começo da vida começam desfavorecidas; muitas vezes o caminho que encontram é o isolamento afetivo, porém é o que chamamos de solução defensiva. Crianças bem cuidadas aceitam melhor os cuidados de professores do que as que foram largadas à própria sorte. Como podemos ver tema extenso e complexo, porém fundamental!

 

Elisabeth Antonelli: psicóloga, psicanalista, mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, membro associada da Sociedade Brasileira de Psicanálise, professora do COGEAE, da PUC-SP e do Instituto Sedes Sapientiae, autora do livro: “Os Sentimentos do Analista: A Contratransferência em Casos de Difícil Acesso”, ed. Zagodoni, além de artigos em revistas científicas.

 

Por que os jovens bebem tanto?

Luciana Saddi e Maria de Lurdes Zemel

 

É tempo de carnaval!  “É tempo de encher a cara até desmaiar”.

Hoje a justificativa é essa. Amanhã pode ser o futebol, a balada ou a despedida de solteiro de um amigo.  Sempre haverá justificativas para encher a cara até desmaiar, afinal não faltam ocasiões festivas em nossas vidas. Supomos que sempre há tempo de modificar esse padrão, que sempre é possível beber menos ou parar de beber.

Quando somos jovens, temos a sensação de que nada vai nos acontecer – é a onipotência juvenil manifestando-se. Nunca vamos ficar doentes, não vamos morrer e muito menos vamos perder o controle só porque bebemos quatro latinhas de cerveja no bar, na sexta-feira.

É comum o jovem esquecer que é humano e, portanto, perecível. Afinal, na maioria das vezes, se encontra no ápice da força física e da saúde. Ele não pensa nos perigos, nem na fragilidade da vida. Acredita que pode tudo. Seu “prazo de validade” ainda não acabou. O tempo de se cuidar é o futuro.

A juventude, como sabemos, pode ser um período de vida bastante complexo e conflituoso. Período de formação e sofrimento. Marcado por conflito entre dependência e independência e pela dificuldade em se responsabilizar por si. É quando, muitas vezes, autonomia confunde-se com transgressão e limites precisam ser constantemente desafiados.

Os jovens fazem experimentações, querem saber quem são, como são, o que gostam, o que aguentam. Podem recorrer a drogas, sexo, força física e intelectual nessas experiências, chegando a correr riscos. Nessa fase da vida, a impulsividade é bastante elevada, o que os torna vulneráveis. Mas a força juvenil reside, justamente, na curiosidade e na impulsividade. As mesmas características que expressam a grande vitalidade da juventude podem causar prejuízos. Contradições como essas são diariamente vividas pelos jovens.

É na juventude que o álcool entra em nossas vida.  Parece “facilitar” o contato com o grupo. É um elemento conhecido, pois, em geral, é usado em casa. Está ligado à diversão e ao relaxamento, embora, muitas vezes, os pais abusem da bebida. Então, devido à familiaridade, os perigos não são considerados.

A interação com o álcool pode ser prazerosa e recreativa, mas, também pode tornar-se muito destrutiva. O álcool é uma droga como outra qualquer, atua no sistema nervoso central, é uma substância química, por isso, nesse texto e em nossos estudos, atribuímos importância ao sujeito que interage com a droga. A questão é procurar compreender o sujeito, o sujeito que bebe, como bebe, quanto bebe e quando bebe. De que maneira o álcool entra e permanece em sua vida.

Quem de nós encontra no álcool uma resposta, quem o usa para preencher vazios, amenizar angústias, driblar dificuldades como vergonha, medo, insegurança corre risco de desenvolver uso abusivo ou dependência. A juventude, por muitas razões, falaremos de algumas a seguir, está mais vulnerável, pois as mudanças corporais, os processos de transformação psíquica e física causam angústias constantes. A intensificação do desejo e da curiosidade sexual, bem como o medo de se relacionar apontam para inseguranças e conflitos intensos. O jovem está em processo de desenvolvimento, busca criar recursos para lidar com essa enormidade de questões, mas esses recursos nem de longe estão consolidados. Então, ele se vale de pensamentos mágicos, fantasias, racionalismos vazios, drogas e ações de fuga de problemas. Freud, ao se referir à adolescência, usava a imagem de um túnel sendo escavado por ambos os lados ao mesmo tempo, dando a entender os altos riscos de desmoronamento.

Não bastasse todas essas dificuldades, o jovem ainda precisa percorrer o caminho de se tornar adulto e se desvencilhar do âmbito protetor da família. Nesse processo de crescente socialização, o grupo ganha grande importância, substituindo a família e impondo novos parâmetros, novos gostos e modas. Muitos jovens passam a dizer não para suas famílias, acima de tudo estão revoltados com o sistema, com as instituições e com o poder consolidado, mas dizem sim e submetem-se aos seus grupos de amigos sem pestanejar, pois temem a exclusão e precisam, mais do que nunca, do reconhecimento de seus pares.

Em sociedades diferentes das nossas, nas quais as culturas permaneceram estáveis, o adolescente é submetido a rituais de iniciação e passagem; obrigado a enfrentar desafios, ao ultrapassar obstáculos, ingressa no mundo das responsabilidades, das obrigações e dos direitos reservados aos adultos.  Em nossa cultura não há rituais previamente definidos pela tradição, mesmo assim, observamos que começar a beber e fumar parece ser uma forma de introdução do jovem ao mundo adulto. Às vezes, essa introdução, quando precoce, o expõe a agressões.

Além, da falta de rituais sociais e familiares para ingressar no mundo adulto, há a dificuldade em identificar e nomear os sofrimentos; pouco falamos sobre nossas angústias, medos e incertezas. Somos muito exigidos e o adolescente se exige mais ainda devido às idealizações próprias da fase. Ele se sente obrigado a ser magro, bonito, alto, musculoso, eficiente, então, o álcool pode se tornar seu único amigo, pode lhe salvar do mundo de exigências, inseguranças e medos. Pode silenciar a dor no peito provocada pela angústia, fazer adormecer as vozes que não param de cobrar as coisas impossíveis de fazer e ser, calar os medos que nunca cessam e, lenta ou rapidamente, anestesiar o tormento até o sono ou a morte chegar.

A Organização Mundial de Saúde diz que, de cada 100 jovens que experimentam álcool, de 12 a 15 desenvolverão o alcoolismo.

Em nossa clínica é frequente escutar o jovem aos gritos dizer: “sim, vou beber no carnaval e vou beber muitas vezes até que você fale comigo de forma que eu possa entender sem me julgar…até eu encontrar meu caminho.”

Tomara que tenha tempo para esse encontro!

 

Luciana Saddi é psicanalista e escritora. Membro efetivo e docente da SBPSP, mestre em Psicologia Clínica – PUC/SP. Em coautoria com Maria de Lurdes Zemel escreveu: “Alcoolismo –série o que fazer?” (ed. Blucher). Autora dos livros: “O amor leva a um liquidificador” (ed. Casa do Psicólogo), “Perpétuo Socorro” (ed. Jaboticaba) e “Educação para a morte” (ed. Patuá).

Maria de Lurdes Zemel é psicanalista da SBPSP, membro da ABRAMD, membro da ABPCF, coautora dos livros: “Liberdade é poder decidir sobre drogas” (FTD) e “Alcoolismo – série o que fazer?” (ed. Blucher).