Ideias de Thomas Ogden e André Green são tema de colóquio na SBPSP

Na próxima semana acontece, entre os dias 1º e 03 de agosto, na sede da SBPSP, o colóquio “Diálogos Psicanalíticos Contemporâneos”, que discutirá alguns conceitos fundamentais do pensamento de dois psicanalistas: André Green e Thomas Ogden.

Ambos, Green e Ogden, deixaram sua marca na história da Psicanálise e figuram, sem dúvida, entre seus principais pensadores.

André Green foi um psiquiatra e psicanalista francês, cuja obra é reconhecida pelo volume de suas publicações em livros, artigos e conferências, pela diversidade e originalidade dos temas tratados e pelo rigor à teoria freudiana.

Em seus trabalhos teóricos e clínicos, Green aprofundou-se na metapsicologia freudiana, abordando temas como afeto, os casos-limite, a clínica do vazio, a teoria do negativo, o narcisismo negativo, a alucinação negativa, a psicose branca, o irrepresentável e a pulsão de morte e a mãe em todos os seus estados – mãe morta, mãe fálica, mãe negra.

Sob influência de Donald W. Winnicott, Melanie Klein, Wilfred Bion e da psicanálise francesa, André Green foi um clínico atuante, membro titular da Sociedade Psicanalítica de Paris e presidente da instituição, em 1987.

Trabalhou ativamente até pouco tempo antes de falecer, em janeiro de 2012.

Thomas Ogden, ainda vivo, é também psiquiatra e fez sua formação em psicanálise na cidade de São Francisco, no San Francisco Psychoanalytic Institute, nos Estados Unidos, onde nasceu. Posteriormente, Ogden continuou os seus estudos na Tavistock Clinic, em Londres.

Em seus anos de estudos, Ogden dedicou-se aos grandes temas da psicanálise, sendo a sua principal contribuição os conceitos de terceiro analítico e de posição autista-contígua.

O terceiro analítico é um conceito que explica o processo analítico a partir de um novo olhar e de uma visão dialética entre o sujeito e o objeto, ressaltando-se a intersubjetividade. De acordo com esse constructo teórico, os sujeitos da análise – analista e analisando – criam-se mutuamente, um não existe sem o outro, embora permaneçam intocados os contornos de suas individualidades.

Nesse processo, não se trata de conceber o analisando *apenas* como sujeito da investigação; ou o analista como um mero observador dos esforços do analisando. Ambos atuam como sujeitos e objetos no processo e é dessa inter-relação entre as subjetividades que se produz o terceiro analítico.

Já o conceito de posição autista-contígua refere-se às organizações psicológicas mais primitivas da mente humana, ainda anteriores às posições esquizo-paranóide e depressiva, propostas por Melanie Klein.

Essa posição é pré-simbólica, vivida no plano sensorial e responsável pelas primeiras experiências de self. Quando o desenvolvimento se dá da forma esperada, essa posição é o pano de fundo e o delimitador sensorial para as experiências posteriores da vida psíquica.

Entre suas principais referências estão Sigmund Freud, Melanie Klein, Wilfred Bion e Donald W. Winnicott.

 

 

 

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