Mês: julho 2014

Ideias de Thomas Ogden e André Green são tema de colóquio na SBPSP

Na próxima semana acontece, entre os dias 1º e 03 de agosto, na sede da SBPSP, o colóquio “Diálogos Psicanalíticos Contemporâneos”, que discutirá alguns conceitos fundamentais do pensamento de dois psicanalistas: André Green e Thomas Ogden.

Ambos, Green e Ogden, deixaram sua marca na história da Psicanálise e figuram, sem dúvida, entre seus principais pensadores.

André Green foi um psiquiatra e psicanalista francês, cuja obra é reconhecida pelo volume de suas publicações em livros, artigos e conferências, pela diversidade e originalidade dos temas tratados e pelo rigor à teoria freudiana.

Em seus trabalhos teóricos e clínicos, Green aprofundou-se na metapsicologia freudiana, abordando temas como afeto, os casos-limite, a clínica do vazio, a teoria do negativo, o narcisismo negativo, a alucinação negativa, a psicose branca, o irrepresentável e a pulsão de morte e a mãe em todos os seus estados – mãe morta, mãe fálica, mãe negra.

Sob influência de Donald W. Winnicott, Melanie Klein, Wilfred Bion e da psicanálise francesa, André Green foi um clínico atuante, membro titular da Sociedade Psicanalítica de Paris e presidente da instituição, em 1987.

Trabalhou ativamente até pouco tempo antes de falecer, em janeiro de 2012.

Thomas Ogden, ainda vivo, é também psiquiatra e fez sua formação em psicanálise na cidade de São Francisco, no San Francisco Psychoanalytic Institute, nos Estados Unidos, onde nasceu. Posteriormente, Ogden continuou os seus estudos na Tavistock Clinic, em Londres.

Em seus anos de estudos, Ogden dedicou-se aos grandes temas da psicanálise, sendo a sua principal contribuição os conceitos de terceiro analítico e de posição autista-contígua.

O terceiro analítico é um conceito que explica o processo analítico a partir de um novo olhar e de uma visão dialética entre o sujeito e o objeto, ressaltando-se a intersubjetividade. De acordo com esse constructo teórico, os sujeitos da análise – analista e analisando – criam-se mutuamente, um não existe sem o outro, embora permaneçam intocados os contornos de suas individualidades.

Nesse processo, não se trata de conceber o analisando *apenas* como sujeito da investigação; ou o analista como um mero observador dos esforços do analisando. Ambos atuam como sujeitos e objetos no processo e é dessa inter-relação entre as subjetividades que se produz o terceiro analítico.

Já o conceito de posição autista-contígua refere-se às organizações psicológicas mais primitivas da mente humana, ainda anteriores às posições esquizo-paranóide e depressiva, propostas por Melanie Klein.

Essa posição é pré-simbólica, vivida no plano sensorial e responsável pelas primeiras experiências de self. Quando o desenvolvimento se dá da forma esperada, essa posição é o pano de fundo e o delimitador sensorial para as experiências posteriores da vida psíquica.

Entre suas principais referências estão Sigmund Freud, Melanie Klein, Wilfred Bion e Donald W. Winnicott.

 

 

 

Realidades e Ficções

Entre os dias 03 e 06 de setembro acontece o 30º Congresso Latino-americano de Psicanálise, organizado pela FEPAL, na cidade de Buenos Aires, Argentina.

O evento é aberto para o público em geral e as inscrições podem ser feitas pelo site:

http://congreso2014.fepal.org/es/index.phpFEPAL

Neste ano, os trabalhos apresentados, os debates e as conferências vão girar em torno do tema “realidades e ficções”.

Alguns convidados internacionais como os psicanalistas Leopoldo Bleger, Stefano Bolognini (atual Presidente da IPA), Antonino Ferro e Yolanda Gampel já confirmaram presença no congresso. 

PSICOLOGIA, PSICANÁLISE E PSIQUIATRIA

PSICOLOGIA/PSICANÁLISE E PSIQUIATRIA

É comum as pessoas confundirem os profissionais das áreas “psi”. E muitas vezes não ficam claras as diferenças entre a formação, as funções e as atividades do psicólogo, do psicanalista e do psiquiatra – termos que indicam modalidades de atendimentos com características próprias. Vamos entender melhor o que cada um deles faz?

PSICÓLOGO

Com formação superior em psicologia, o psicólogo é um profissional apto para tratar desordens psicológicas e comportamentais. Seu foco, portanto, é o indivíduo. Este profissional tem um amplo campo de atuação, podendo trabalhar tanto no atendimento clínico em consultório ou clínica, como na área de Recursos Humanos de empresas, orientação vocacional, hospitais e psicologia escolar, entre outros.

A graduação em Psicologia tem duração de 4 anos para obtenção dos títulos de bacharelado e licenciatura, e de 5 anos, para obtenção do título de psicólogo. Somente com o título de psicólogo é que o profissional poderá atuar na área clínica.

Após a graduação, o psicólogo poderá complementar sua formação em abordagens teóricas específicas, tais como: psicologia comportamental, Gestalt-terapia, psicologia analítica (mais conhecida como Jungiana), fenomenologia e psicanálise.

O psicólogo pode auxiliar no tratamento de problemas decorrentes de crises como estresses, traumas de todos os tipos, luto, depressão, e ansiedade. A duração do tratamento será determinada pelas necessidades expostas ao longo das sessões. O método de trabalho irá depender de sua formação e da abordagem teórica em que se especializou.

PSICANALISTA

O psicanalista é o profissional que possui formação em psicanálise. Não se trata de um curso de graduação. Para fazer a formação e tornar-se psicanalista é preciso já ter concluído a graduação em psicologia ou medicina. Ou seja: a formação em psicanálise será posterior a um curso superior.

A Psicanálise nasceu a partir do trabalho do médico neurologista austríaco Sigmund Freud, no final do século 19, quando ele percebeu que algumas pacientes apresentavam sintomas físicos sem explicação ou causa orgânica. Passou a investigar a origem desses sintomas. Se não eram causados por disfunções orgânicas, de onde surgiam?

Em suas pesquisas, aspectos inconscientes da mente apareceram como possíveis respostas. A partir daí, passou a dedicar-se ao estudo do inconsciente e de suas manifestações patológicas e não-patológicas.

Não é tão simples definir o que é a psicanálise nem o que faz o psicanalista. O que podemos afirmar é que a psicanálise se constitui numa abordagem terapêutica que parte do pressuposto de que a psique humana é determinada, em grande medida, por aspectos inconscientes. Seu método baseia-se na interpretação dos sonhos, das associações livres, e da transferência, algo que se passa entre analista e analisando. O tempo de duração do tratamento psicanalítico dependerá de cada processo individual.

A duração da formação em psicanálise dependerá da instituição formadora. Por exemplo: a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, ligada à Associação Psicanalítica Internacional (IPA), oferece formação psicanalítica em que é exigida análise pessoal com, no mínimo, cinco anos de duração, além da parte teórica e das supervisões.

PSIQUIATRA

O psiquiatra é um profissional da medicina que após concluir sua graduação e formar-se médico opta pela especialização em Psiquiatria. Ou seja, o psiquiatra é um médico que se especializou nessa área

A Psiquiatria, que abrange conhecimentos de neurologia, psicofarmacologia e noções de psicologia, lida com prevenção, diagnóstico, atendimento e tratamento de diferentes formas de sofrimento mental, tanto de origem orgânica como de origem psíquica, como por exemplo a dependência química, os transtornos obsessivo-compulsivos, a bipolaridade, a depressão e ansiedades.

Assim como o psicólogo e o psicanalista, o psiquiatra também tem como meta o alívio do sofrimento psíquico dos pacientes, mas somente o psiquiatra possui conhecimentos e autorização para prescrever o uso de medicações que auxiliarão no tratamento dessas enfermidades.

 

 

 

 

Brasil e Alemanha: apenas um jogo?

Uma derrota como a do Brasil para a Alemanha no jogo da última terça-feira desperta uma série de questionamentos que vão além dos aspectos técnicos do futebol. Para a analista Marion Minerbo, membro da SBPSP, além de uma derrota em campo, o fato escancara a perplexidade do povo também em relação à política. Confira a opinião da psicanalista, publicada na página 2 do jornal O Estado de S. Paulo dessa quinta-feira, dia 10/07:

“Uma derrota de 7 x 1 não é mais um fato esportivo, e sim um fato político. A perplexidade dos jogadores em campo, enquanto tomavam um gol atrás do outro, mimetiza e denuncia a perplexidade do povo, que vem tomando um escândalo atrás do outro, por parte de governantes que jogam como se fossem nossos adversários – interessados apenas na própria vitória. Primeiro foi a marcação cerrada do governo em cima de Joaquim Barbosa, o nosso Neymar, que vinha tendo um desempenho notável em campo. Depois, ele teve vários de seus gols anulados. Por fim, com a coluna vertebral do Judiciário quebrada, afastou-se do jogo político. Afinal, tem algo de errado num país em que um jogador de futebol se sente mais responsável em servir ao seu povo que seus governantes. Quando perguntaram a Felipão de quem é a responsabilidade por esta derrota, assumiu com tristeza e dignidade: “é minha”.  Não consigo imaginar Dilma ou sua equipe assumindo a responsabilidade pelo desastre que está aí.”

MARION MINERBO, membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, é autora de “Neurose e Não-Neurose” (Casa do Psicólogo)

E você? O que acha?

Falando sobre adoção…

Com organização da Sociedade Brasileira de Psicanálise de SP acontece, dia 09 de agosto, na sede da SBPSP (Av. Cardoso de Melo, 1450, Vila Olímpia), a 1ª Jornada de Adoção e Contemporaneidade, que tem como público-alvo psicanalistas, psicólogos, médicos, juristas e interessados pelo assunto. Durante o evento serão discutidas questões importantes relacionadas ao processo de adoção, tais como os aspectos jurídicos, os sentimentos de pais e filhos adotivos, a adoção inter-racial, a preparação para adoção, o panorama das mães biológicas detentas, entre outros. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela página da SBPSP, no link http://tinyurl.com/o8sgqnl.
Para conhecer um pouco mais sobre o assunto, o Blog de Psicanálise conversou com as psicanalistas Gina Levinzon e Alicia Lisondo, organizadoras da jornada e membros da SBPSP. Confira abaixo a entrevista completa:

1. Por que uma jornada para discutir o tema da adoção?
O tema da adoção é essencial para a sociedade porque trata das necessidades mais básicas do ser humano que são prover uma família para uma criança e, ao mesmo tempo, um filho para aqueles que desejam exercer seu papel de pais, em situações em que os vínculos não podem ser biológicos. Estudar os diversos ângulos que permeiam o processo de adoção permite que se criem condições para o estabelecimento de relações saudáveis e sintônicas nas famílias que se formam.
Nossa Jornada sobre Adoção na SBPSP visa contribuir com esse olhar, ao levar o vértice Psicanalítico aos profissionais envolvidos com o tema, às instituições, aos pais adotantes e à comunidade de modo geral. Entendemos que a Psicanálise nos dá ferramentas valiosas para melhor compreensão do ser humano, e especialmente no campo da adoção compreender o que se passa com a criança e os pais é primordial. A Jornada tratará de temas como: os sentimentos de pais e filhos adotivos, a adoção inter-racial, os aspectos jurídicos do processo de adoção, a preparação para adoção, o panorama das mães biológicas detentas e a adoção em Israel e na Europa.

2. Quais os sofrimentos psíquicos mais recorrentes entre pais adotantes e filhos adotivos? Como preveni-los?
Do ponto de vista da criança, há de início o trauma da separação dos pais biológicos, as situações de desamparo e abandono, e a vida em abrigos onde esperam por pais que possam cuidar delas. O filho adotado teme reviver o trauma da rejeição. A insegurança nos vínculos de filiação pode ser potencializada ou elaborada segundo a função parental. Dizer à criança: “Você será devolvido ao abrigo” aumenta a insegurança. Por outro lado, a mensagem: “Eu sou tua mãe, seja o que for que aconteça” ajuda a criar um vínculo de segurança.
Do lado dos pais há as motivações para a adoção que precisam ser elaboradas. Frequentemente encontramos situações de esterilidade. Muitas vezes há uma longa espera para receber o filho, assim como a adaptação a uma criança que não foi acompanhada por eles desde o início de sua vida. Os pais necessitam conciliar o “filho imaginado” ao “filho real”, com toda a sua história anterior.
Muitas vezes os pais temem que o filho seja ou apresente problemas. Na verdade, dificuldades existem com qualquer filho, adotado ou não, e não podem ser interpretadas tendo como causa única a adoção. Outras vezes o filho é recebido como um herói, ou como “coitadinho”, e os pais o superprotegem ao invés de colocar os limites necessários para seu desenvolvimento emocional.
A preparação dos pais para a adoção é um dos pontos-chave para o sucesso deste tipo de filiação. Estar em contato com seus sentimentos, expectativas e temores, saber o que se pode esperar e refletir sobre como lidar com os desafios que vão surgindo contribui muito para isso. Não há fórmulas, pois as questões humanas são complexas. A prevenção é sempre um bom caminho a ser percorrido. Quanto mais cedo se possa intervir, com acompanhamento psicológico aos pais e à criança, melhores as possibilidades de desenvolvimento. Entendemos que a Psicanálise oferece ferramentas valiosas para este tipo de trabalho.
Também consideramos importante que as instituições que abrigam as crianças à espera de adoção possam contar com o auxílio de um analista. É fundamental para os cuidadores ter um espaço para refletir e compreender a configuração psíquica das crianças do abrigo. Estas instituições são os berços de vida e de desenvolvimento mental. Seu papel é fundamental para estimular o investimento afetivo nas crianças, e para propiciar que a criança seja agente, autor, que aprenda a tomar decisões. Sugere-se que sejam estimulados jogos, brincadeiras, representações teatrais. Da mesma forma, construir a história de vida e registrar em álbuns e filmes os colegas do abrigo, do quarto compartilhado, da equipe permite que a criança sinta que tem uma existência que vale ser lembrada. Acontecimentos importantes como aniversários ou primeiro dia de escola podem ser registrados. Assim, quando adotada, a criança levará, além do prontuário médico, uma história de sua vida. O que a ajudará no desenvolvimento de seu sentimento de dignidade, auto respeito e autoestima.

3. Recomenda-se algum tipo de preparo psicológico antes da adoção, para pais e eventuais irmãos?
A Nova Lei de Adoção (Lei n. 12.010/09) estabelece que os futuros pais devem se preparer para a adoção. Frequentar grupos organizados pelos próprios fóruns não é obrigatório, mas é aconselhável. Para os pais, esses grupos funcionam como os cursos pre¬paratórios que as gestantes e seus companheiros.
Além desses grupos, é importante também o trabalho psicanalítico com os futuros pais adotantes. O psicanalista tem compromisso ético com o sigilo e a intimidade. Não julga nem avalia. E ajudará os pais na tomada de consciência da rede de emoções, fantasmas, projetos identificatórios, sonhos, expectativas e o lugar desse filho na história da família, de modo a lidar melhor com os diversos passos do processo. Os irmãos também necessitam de preparação para a chegada do irmão. Muitas vezes vão buscar o irmão adotivo junto com os pais no abrigo.
Crianças maiores necessitam de um período de convivência e preparação até que a adoção seja efetivada, já que até então, sua família era constituída pelos profissionais do abrigo. Laços que foram criados terão que ser desfeitos.

4. Existe um perfil psicológico das pessoas que buscam adotar uma criança?

Os pais podem apresentar uma situação de esterilidade por motivos fisiológicos, em alguns casos psicológicos ou por doenças diagnosticadas. Podem ter tentado métodos de fertilização assistida sem resultado, com o sofrimento potencializado ante reiteradas frustrações. Com as atuais mudanças na família, encontramos também entre os adotantes casais homossexuais e famílias monoparentais. Há ainda quem não esteja mais em idade de procriar biologicamente e aqueles que optam por criar um filho adotado mesmo sem problemas para engravidar.

5. De que maneira a psicanálise pode ajudar famílias com filhos adotivos?
A psicanálise pode atuar nos diversos momentos do processo de adoção:
– Na preparação dos pais para adoção;
– No acompanhamento aos pais depois de realizada a adoção. Eles expõem suas dúvidas e angústias e encontram um espaço para pensar em conjunto com o psicanalista;
– No trabalho com a criança em psicoterapia, quando necessário;
– No trabalho com os pais em psicoterapia, quando necessário;
– No trabalho psicoterapêutico com a família ou com os irmãos, quando necessário.

6. Do ponto de vista psicológico, é importante para a criança saber que ela é adotada? Em que momento isso deve vir a tona?
É essencial a criança saber que é adotada. Ela tem o direito de saber sua origem para construir um sentimento de identidade baseado na verdade. Afinal, se fechados os olhos para sua própria história, fecha-se também a possibilidade de aprender o que vem de fora.
Normalmente a conversa sobre a adoção acontece quando a criança começa a se interessar sobre de onde vêm os bebês. A pergunta “como nasci” leva diretamente ao tema “de que mãe nasci”…
A verdade pode ser compartilhada entre pais e filhos como um gesto espontâneo e não como obrigação moral. A conversa sobre a adoção surge quando os pais estão abertos a essas questões e permitem que os filhos tenham curiosidade e desejem investigar. Os pais precisam estar seguros quanto ao seu papel: eles é que são os verdadeiros pais.

7. Como lidar com a vontade do filho adotado de conhecer os pais biológicos?
Nem todos os filhos adotados desejam conhecer seus pais biológicos. Quando manifestam esse desejo, os pais devem apoiar o filho nesta busca, desde que ele já tenha idade para isso. É aconselhável que se espere a entrada na vida adulta, para que o adotado tenha condições de lidar melhor com a situação. A busca pelos pais biológicos é um passo na busca da construção de um sentimento de identidade própria. Conhecê-los não significa de modo algum renegar os pais adotivos.
Cada caso tem sua singularidade e especificidade. É preciso saber a verdadeira disponibilidade interna dos pais adotantes para esse encontro. Também é indicado avaliar se há um desejo legítimo dos filhos adotados, porque esta questão pode ser usada como ameaça, chantagem, ou confronto na crise do adolescente diante de pais adotantes inseguros, assustados e temerosos de vir a perder o lugar de pais. Também é importante pensar com bom senso e não perder o contato com a realidade. Nem sempre é possível encontrar os pais biológicos sofridos que não tiveram a chance de cuidar do próprio filho…

ALICIA DORADO LISONDO
Psicanalista Didata, Membro Efetivo da SBPSP. Psicanalista de Crianças e Adolescentes da SBPSP. Psicanalista Didata do GEP de Campinas. Coordenadora do Grupo de Estudos sobre Adoção da SBPSP. Docente na SBPSP.

GINA KHAFIF LEVINZON
Psicanalista, Membro Efetivo da SBPSP. Doutora em Psicologia Clínica – USP. Coordenadora do Grupo de Estudos sobre Adoção da SBPSP. Autora dos livros: “A criança adotiva na psicoterapia psicanalítica”, “Adoção”, e “Tornando-se pais: a adoção em todos os seus passos”. Docente na SBPSP.

Narcisismo e parentalidade

 

A psicanalista Gina Khafif Levinzon, membro da SBPSP, é a autora do artigo “Em Busca de Realização Narcísica”, que trata das questões narcísicas envolvidas no processo de criação dos filhos. O texto, publicado na revista PSIQUE deste mês, aborda os desafios de lidar com as expectativas e frustrações dos pais em relação aos filhos.

 

 

 

Bem-vindos!

Atualmente um dos grandes desafios da Sociedade Brasileira de Psicanálise de SP (SBPSP) é a difusão da Psicanálise, de sua metodologia, de suas técnicas, para além da nossa instituição. Falamos, escrevemos, discutimos, produzimos…entre os membros da SBPSP. Nosso foco, agora, é disseminar esse conhecimento para cada vez mais pessoas, atingindo uma parcela da sociedade que desconhece os benefícios do método psicanalítico e que muitas vezes trilha um longo caminho até encontrar o tratamento adequado. Para isso, a SBPSP vem criando canais que viabilizem a comunicação entre psicanalistas e a comunidade, importante passo na conquista desses objetivos.

O blog da SBPSP chega com a função de tornar acessíveis os nossos conhecimentos, contribuindo para a construção de um diálogo amplo com a sociedade em geral. Acreditamos que com o uso das novas mídias e redes a psicanálise pode se reinventar e não mais ser considerada “coisa do passado”, aproximando-se cada vez mais do público jovem. Também faz parte desse projeto o nosso novo site e a nossa página no Facebook, já com quase sete mil fãs que participam ativamente de nossos debates. Esse movimento é trabalhoso e difícil, mas compensador: estamos orgulhosos com os frutos que estamos colhendo.

A Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo é uma instituição de referência, um lugar de profissionais sérios e competentes, com contribuições importantes para o debate em torno de diversos assuntos. Nós, como psicanalistas, podemos colaborar para que as pessoas se questionem mais e consigam ampliar suas perspectivas, ideias e narrativas sobre si mesmas e sobre o mundo.

Por tudo isso, gostaríamos de convidar os colegas psicanalistas para participarem desse novo canal, com comentários e sugestões, além de textos e artigos, para que o blog funcione como espaço de reflexão e informação para a sociedade como um todo.

Para os interessados no assunto, esse será ao mesmo tempo um espaço de diálogo e de construção de conhecimento. Além de refletir sobre temas atuais, conversaremos sobre psicanálise de maneira informativa. Sintam-se à vontade para perguntar, comentar, expor suas ideias e esclarecer eventuais dúvidas.

Contamos com a colaboração de todos!

Sejam muito bem-vindos!

Um grande abraço

Nilde Parada Franch
Presidente da SBPSP
e
Telma Kutnikas Weiss
Diretora Administrativa